Elias e os Corvos — Dr. Aldery Nelson Rocha

1 Reis 17 · Querite

Elias e os Corvos

Elias prediz uma grande seca e é sustentado pelos corvos (Tg 5:17). Sendo da terra do pacto feito entre Labão e Jacó, Gileade, Elias aparece como um dos homens mais íntegros da história da nação de Israel. A palavra de Elias: (1) não haverá orvalho, que vem de Hermon; (2) não haverá chuva para regar a terra. Três anos sem orvalho nem chuva era um duro castigo para uma nação e o seu governante. Com esse mesmo castigo, Davi e seu povo foram angustiados. Agora, segundo a palavra do profeta Elias. Através de Elias conhecemos um tipo de profeta que fala e Deus cumpre, pois Deus confia nele e lhe confere esse poder para exaltar o seu Nome. Ele não agia assim para mostrar quanto poder tinha sobre si.

1 Reis 17:1

Elias, o tisbita, um dos habitantes de Gileade, disse a Acabe: “Pela vida do Senhor JeHoVaH, Deus de Israel, em cuja presença estou, não haverá, nestes anos, nem orvalho nem chuva, senão segundo a minha palavra.” (Lc 4:25; Tg 5:17; 2 Rs 3:14; Dt 10:8; 1 Rs 18:1)

A · Comendo e Bebendo em Querite

Sustentado pela natureza criada: a palavra do Senhor, o Verbo de Deus, que era Deus, vinha sobre ele. Era diferente de o “Espírito do Senhor” vir sobre ele. Às vezes, a Palavra do Senhor vinha sobre o profeta; outras vezes, era o Espírito do Senhor que vinha sobre o homem de Deus. Hoje, nesta dispensação da Graça, temos a presença de ambos sobre a nossa vida. Devemos agradecer muito a Deus por isso.

Elias é um protótipo de João Batista (Mq 4:5-6; Mt 11:14; Mc 9:11-13; Lc 1:17) — o cumprimento da palavra do anjo Gabriel de que ele viria no Espírito e no poder de Elias (Lc 1:17). Ele não era Elias em carne e osso, pois este daria sinal da vida eterna em Mateus 17, tendo sido trasladado no redemoinho. João morreu; mas o mesmo Espírito que atuou na vida de Elias estava sobre João, o Batista:

Mateus 11:14

“E, se quereis dar-lhes crédito, este é o mesmo Elias que havia de vir.”

Elias (com Moisés) apareceu diante do Senhor Jesus, na sua transfiguração, e viu a sua glória (Mt 17:1-8; Mc 9:1-8; Lc 9:28-36). Moisés foi o grande legislador da tribo sacerdotal de Levi, e Elias foi o grande profeta em um tempo de grande apostasia. Elias trouxe a nação e os seus líderes a uma conversão a Deus. Havia muitas semelhanças entre Moisés e Elias: (1) os dois testemunharam sobre o Filho de Deus; (2) os dois foram exemplos para os seus discípulos em momentos de apostasia; (3) os dois foram profetas do Senhor; (4) os dois tinham personalidades diferentes, mas a mesma missão.

1 Reis 17:2

A palavra do Senhor JeHoVaH veio a ele, dizendo:

Deus não o enviou ao Jordão, mas a um ribeiro que afluía para o Jordão (é como ir trabalhar em uma congregação bem simples…). Não era o principal rio que o sustentaria, mas um ribeiro chamado Querite. (1) O local do cumprimento da profecia — os justos não podem sofrer com os ímpios: “Retira-te daqui”; (2) Deus tem um lugar reservado para os justos, em tempos de juízo: “vai para a banda do Oriente”; (3) Deus manda ele se esconder, tipo dos tempos de tribulação dos quais o remanescente de Israel e a Igreja serão livres: “e esconde-te junto ao ribeiro de Querite” (“cortar sob medida”); (4) no Jordão, não estaríamos seguros, mesmo tendo água à disposição: “que está defronte do Jordão”. Querite está diante do Jordão, não porque Deus não pode nos dar água do Jordão, mas para que o Jordão assista à sua vitória na provação; é como ter vitória em um dia de jejum morando ao lado de um restaurante cuja chaminé dá para a sua janela. Não é você quem sofre sede: é o Jordão que o assiste, sem que você precise dele!

1 Reis 17:3

“Retira-te daqui, vai para a banda do Oriente, e esconde-te junto ao ribeiro de Querite (“cortar sob medida”), que está defronte do Jordão.”

(5) Deus manda ele beber do ribeiro, e não do rio: “Beberás do ribeiro”. Há situações nas quais nossas escolhas pendem para o Jordão (o abundante) e não para o Querite (o racionado). Jordão quer dizer “o que desce”, e Querite, “cortar sob a medida” de Deus; é melhor o tronco ser transformado em um barco e navegar no Jordão do que ser levado sobre as suas águas, descendo sem propósito rio abaixo.

(6) Deus ordenou que os corvos o sustentassem: “e ordenei aos corvos que te sustentem ali mesmo”. Muitos escritores incrédulos creem que estes corvos eram participantes de um grupo de provedores do deserto. (a) Mas eu creio que eram aves de rapina, sem dúvida nenhuma. Creio que Deus usa mulas, corvos, leões e pombas para tratar com os profetas. Às vezes nos perguntamos: “por que esta pessoa, que não está apta para nos trazer esta palavra, está aqui?” São corvos! Deus usa os corvos, pois são aves que sobrevivem tranquilamente em tempos de sequidão. Creio também que os anjos de Deus poderiam se manifestar da forma que quisessem; mas, como Elias estava vivendo pela fé, se um anjo aparecesse ali, ele já não atuaria conforme a fé — e Deus sabia disso. (b) Corvos trazendo comida? (primeira tipologia): logo imaginamos os seus bicos cheios de bactérias e seus pés sujos prendendo o alimento… Os especialistas em carniça trazendo alimento fresco a um profeta? Sim, isso mesmo! Eles não podem comer o que nós costumamos comer. Não são nossos rivais; são enviados de Deus, e não estão interessados em nosso alimento, mas em obedecer a quem os enviou: Deus tira do tesouro do ímpio para dar nas mãos dos justos, e os ímpios não se importam com isso (somente os nossos irmãos invejosos). Alguns corvos entregam a mensagem, mas não têm comunhão com a mesa; não devem ser aplaudidos. Devem ir embora, pois são corvos — têm outra natureza. Deus os enviou porque, em tempo de crise, geralmente as pombinhas são guardadas, assim como Deus guardou a Elias. A Palavra de Deus é livre e não se corrompe nas garras do corvo, mas faz o que deve fazer.

1 Reis 17:4

Beberás do ribeiro; e ordenei aos corvos que te sustentem ali mesmo.”

(7) Faça conforme a Palavra de Deus: “Partiu e fez conforme a palavra do Senhor JeHoVaH, e habitou junto ao ribeiro de Querite, que está defronte do Jordão.” Em um “ribeiro” diante do “rio”? Será que Deus quer nos humilhar, colocando-nos diante do rio e nos mantendo no ribeiro? Não! Ele quer deixar o rio perplexo, pelo modo como viveremos no ribeiro sem precisar do rio! Pois aquilo que é verdadeiro é o que verdadeiramente precisamos: Deus nem sempre nos dá o que queremos, mas o que precisamos. (a) (segunda interpretação, teológica) — os corvos, aqui, representam também o antigo pacto, assim como a pombinha, no NT, representa o novo pacto introduzido por Cristo. Assim como Noé enviou o corvo e não teve retorno, o novo pacto trouxe o sinal de uma nova natureza no bico. Elias estava vivendo no antigo pacto, e todas as coisas que lhe acontecem mostram a tipologia do antigo pacto. Por exemplo, o pão e a água da manhã falam do antigo pacto; o pão e a água da tarde falam do novo pacto, do sacrifício vespertino feito por Cristo.

1 Reis 17:5

Partiu e fez conforme a palavra do Senhor JeHoVaH, e habitou junto ao ribeiro de Querite, que está defronte do Jordão.

(8) Observou que o alimento da manhã e o da tarde eram compostos de elementos vegetal e animal? Percebeu que ele comia como um sacerdote no deserto? Percebeu que os dois alimentos falavam dos sacrifícios matinais e vespertinos do Templo? Percebeu que ele estava comendo o alimento oferecido a Deus, e que Deus compartilhava com ele a sua comida? Então também percebeu que ele comia de um tipo da Ceia do Senhor! Percebeu que a oferta animal e a vegetal deveriam ser entregues juntas, na mesma hora? Como os corvos sabiam disso? “E os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã, e também pão e carne à tarde.” O pão fala da Palavra de Deus, e a carne, do corpo de Cristo, isto é, da comunhão do seu corpo. O Espírito Santo se manifestava no ribeiro: “e ele bebia do ribeiro.”

1 Reis 17:6

E os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã, e também pão e carne à tarde; e ele bebia do ribeiro.

(9) O Espírito Santo, naquele tempo, era dado de forma limitada; não poderia ser tipificado ou simbolizado pelo Jordão. Estava tudo sob o controle de Deus! “Mas, com o passar dos dias, secou-se o ribeiro, porque não chovia sobre a terra.” O antigo pacto era um pacto de pouca água, de pouca chuva — um pacto de ribeiro, e não de rios. Somente nos dias de Cristo Ele exclamou: “Aquele que crê em mim, como diz a Escritura, rios de águas vivas correrão do seu interior” (Jo 7:38,39).

1 Reis 17:7

Mas, com o passar dos dias, secou-se o ribeiro, porque não chovia sobre a terra.

1 Kings 17 · Cherith

Elijah and the Ravens

Elijah predicts a great drought and is sustained by the ravens (James 5:17). Being from the land of the covenant made between Laban and Jacob, Gilead, Elijah appears as one of the most upright men in the history of the nation of Israel. The word of Elijah: (1) there will be no dew, which comes from Hermon; (2) there will be no rain to water the land. Three years without dew or rain was a harsh chastisement for a nation and its ruler. With this same chastisement, David and his people were distressed. Now, according to the word of the prophet Elijah. Through Elijah we come to know a kind of prophet who speaks and God fulfills, for God trusts him and grants him this power to exalt His Name. He did not act this way to show how much power he had at his disposal.

1 Kings 17:1

Elijah, the Tishbite, one of the inhabitants of Gilead, said to Ahab: “As the Lord JeHoVaH lives, the God of Israel, in whose presence I stand, there will be, in these years, neither dew nor rain, except according to my word.” (Luke 4:25; James 5:17; 2 Kings 3:14; Deut 10:8; 1 Kings 18:1)

A · Eating and Drinking at Cherith

Sustained by created nature: the word of the Lord, the Word of God, who was God, came upon him. This was different from the “Spirit of the Lord” coming upon him. Sometimes the Word of the Lord came upon the prophet; at other times it was the Spirit of the Lord that came upon the man of God. Today, in this dispensation of Grace, we have the presence of both upon our life. We ought to thank God greatly for this.

Elijah is a prototype of John the Baptist (Micah 4:5-6; Matt 11:14; Mark 9:11-13; Luke 1:17) — the fulfillment of the word of the angel Gabriel that he would come in the Spirit and the power of Elijah (Luke 1:17). He was not Elijah in flesh and bone, for the latter would give a sign of eternal life in Matthew 17, having been carried away in the whirlwind. John died; but the same Spirit that worked in the life of Elijah was upon John, the Baptist:

Matthew 11:14

“And, if you are willing to accept it, this is the same Elijah who was to come.”

Elijah (with Moses) appeared before the Lord Jesus, at His transfiguration, and saw His glory (Matt 17:1-8; Mark 9:1-8; Luke 9:28-36). Moses was the great lawgiver of the priestly tribe of Levi, and Elijah was the great prophet in a time of great apostasy. Elijah brought the nation and its leaders to a conversion to God. There were many similarities between Moses and Elijah: (1) both bore witness concerning the Son of God; (2) both were examples to their disciples in times of apostasy; (3) both were prophets of the Lord; (4) both had different personalities, but the same mission.

1 Kings 17:2

The word of the Lord JeHoVaH came to him, saying:

God did not send him to the Jordan, but to a brook that flowed into the Jordan (it is like going to work in a very simple congregation…). It was not the principal river that would sustain him, but a brook called Cherith. (1) The place of the fulfillment of the prophecy — the righteous cannot suffer along with the wicked: “Depart from here”; (2) God has a place reserved for the righteous in times of judgment: “go toward the East”; (3) God commands him to hide himself, a type of the times of tribulation from which the remnant of Israel and the Church will be free: “and hide yourself by the brook Cherith” (“to cut to measure”); (4) at the Jordan we would not be safe, even with water available: “which is before the Jordan.” Cherith is before the Jordan, not because God cannot give us water from the Jordan, but so that the Jordan may witness his victory in the trial; it is like having victory on a day of fasting while living next to a restaurant whose chimney faces your window. It is not you who suffer thirst: it is the Jordan that watches you, without your needing it!

1 Kings 17:3

“Depart from here, go toward the East, and hide yourself by the brook Cherith (“to cut to measure”), which is before the Jordan.”

(5) God commands him to drink from the brook, and not from the river: “You shall drink from the brook.” There are situations in which our choices lean toward the Jordan (the abundant) and not toward the Cherith (the rationed). Jordan means “that which descends,” and Cherith, “to cut to the measure” of God; it is better for the log to be made into a boat and to sail on the Jordan than to be carried upon its waters, going down the river without purpose.

(6) God commanded the ravens to sustain him: “and I have commanded the ravens to sustain you right there.” Many unbelieving writers think that these ravens were members of a group of desert providers. (a) But I believe they were birds of prey, without any doubt. I believe that God uses mules, ravens, lions, and doves to deal with the prophets. Sometimes we ask ourselves: “why is this person, who is not fit to bring us this word, here?” They are ravens! God uses the ravens, for they are birds that survive calmly in times of drought. I also believe that the angels of God could manifest themselves in whatever form they wished; but, since Elijah was living by faith, if an angel appeared there, he would no longer act according to faith — and God knew this. (b) Ravens bringing food? (first typology): we immediately imagine their beaks full of bacteria and their dirty feet gripping the food… The specialists in carrion bringing fresh food to a prophet? Yes, exactly! They cannot eat what we usually eat. They are not our rivals; they are sent by God, and are not interested in our food, but in obeying the One who sent them: God takes from the treasure of the wicked to give into the hands of the righteous, and the wicked do not care about this (only our envious brothers). Some ravens deliver the message, but have no fellowship at the table; they should not be applauded. They must go away, for they are ravens — they have another nature. God sent them because, in time of crisis, the little doves are generally kept safe, just as God kept Elijah. The Word of God is free and is not corrupted in the claws of the raven, but does what it must do.

1 Kings 17:4

You shall drink from the brook; and I have commanded the ravens to sustain you right there.”

(7) Do according to the Word of God: “He departed and did according to the word of the Lord JeHoVaH, and dwelt by the brook Cherith, which is before the Jordan.” In a “brook” before the “river”? Does God wish to humble us, placing us before the river and keeping us at the brook? No! He wishes to leave the river perplexed by the way we will live at the brook without needing the river! For that which is true is what we truly need: God does not always give us what we want, but what we need. (a) (second interpretation, theological) — the ravens, here, also represent the old covenant, just as the little dove, in the NT, represents the new covenant introduced by Christ. Just as Noah sent out the raven and it did not return, the new covenant brought the sign of a new nature in the beak. Elijah was living under the old covenant, and all the things that happen to him show the typology of the old covenant. For example, the bread and the water of the morning speak of the old covenant; the bread and the water of the evening speak of the new covenant, of the evening sacrifice made by Christ.

1 Kings 17:5

He departed and did according to the word of the Lord JeHoVaH, and dwelt by the brook Cherith, which is before the Jordan.

(8) Did you notice that the morning food and the evening food were composed of vegetable and animal elements? Did you notice that he ate like a priest in the wilderness? Did you notice that the two meals spoke of the morning and evening sacrifices of the Temple? Did you notice that he was eating the food offered to God, and that God shared His food with him? Then you also noticed that he was eating of a type of the Lord’s Supper! Did you notice that the animal offering and the vegetable offering were to be delivered together, at the same hour? How did the ravens know this? “And the ravens brought him bread and meat in the morning, and also bread and meat in the evening.” The bread speaks of the Word of God, and the meat, of the body of Christ — that is, of the communion of His body. The Holy Spirit manifested Himself at the brook: “and he drank from the brook.”

1 Kings 17:6

And the ravens brought him bread and meat in the morning, and also bread and meat in the evening; and he drank from the brook.

(9) The Holy Spirit, at that time, was given in a limited way; He could not be typified or symbolized by the Jordan. Everything was under God’s control! “But, as the days passed, the brook dried up, because it did not rain upon the land.” The old covenant was a covenant of little water, of little rain — a covenant of a brook, and not of rivers. Only in the days of Christ did He exclaim: “Whoever believes in Me, as the Scripture says, rivers of living water will flow from his innermost being” (John 7:38,39).

1 Kings 17:7

But, as the days passed, the brook dried up, because it did not rain upon the land.

1 Reyes 17 · Querit

Elías y los Cuervos

Elías predice una gran sequía y es sustentado por los cuervos (Stg 5:17). Siendo de la tierra del pacto hecho entre Labán y Jacob, Galaad, Elías aparece como uno de los hombres más íntegros de la historia de la nación de Israel. La palabra de Elías: (1) no habrá rocío, que viene del Hermón; (2) no habrá lluvia para regar la tierra. Tres años sin rocío ni lluvia era un duro castigo para una nación y su gobernante. Con ese mismo castigo, David y su pueblo fueron angustiados. Ahora, según la palabra del profeta Elías. A través de Elías conocemos un tipo de profeta que habla y Dios cumple, pues Dios confía en él y le confiere ese poder para exaltar su Nombre. Él no actuaba así para mostrar cuánto poder tenía a su disposición.

1 Reyes 17:1

Elías, el tisbita, uno de los habitantes de Galaad, dijo a Acab: “Vive el Señor JeHoVaH, Dios de Israel, en cuya presencia estoy, que no habrá, en estos años, ni rocío ni lluvia, sino según mi palabra.” (Lc 4:25; Stg 5:17; 2 R 3:14; Dt 10:8; 1 R 18:1)

A · Comiendo y Bebiendo en Querit

Sustentado por la naturaleza creada: la palabra del Señor, el Verbo de Dios, que era Dios, venía sobre él. Era diferente de que el “Espíritu del Señor” viniera sobre él. A veces, la Palabra del Señor venía sobre el profeta; otras veces, era el Espíritu del Señor el que venía sobre el hombre de Dios. Hoy, en esta dispensación de la Gracia, tenemos la presencia de ambos sobre nuestra vida. Debemos agradecer mucho a Dios por ello.

Elías es un prototipo de Juan el Bautista (Mi 4:5-6; Mt 11:14; Mr 9:11-13; Lc 1:17) — el cumplimiento de la palabra del ángel Gabriel de que él vendría en el Espíritu y en el poder de Elías (Lc 1:17). Él no era Elías en carne y hueso, pues este daría señal de la vida eterna en Mateo 17, habiendo sido trasladado en el torbellino. Juan murió; pero el mismo Espíritu que actuó en la vida de Elías estaba sobre Juan, el Bautista:

Mateo 11:14

“Y, si queréis darle crédito, este es el mismo Elías que había de venir.”

Elías (con Moisés) apareció delante del Señor Jesús, en su transfiguración, y vio su gloria (Mt 17:1-8; Mr 9:1-8; Lc 9:28-36). Moisés fue el gran legislador de la tribu sacerdotal de Leví, y Elías fue el gran profeta en un tiempo de gran apostasía. Elías llevó a la nación y a sus líderes a una conversión a Dios. Había muchas semejanzas entre Moisés y Elías: (1) ambos testificaron acerca del Hijo de Dios; (2) ambos fueron ejemplos para sus discípulos en momentos de apostasía; (3) ambos fueron profetas del Señor; (4) ambos tenían personalidades diferentes, pero la misma misión.

1 Reyes 17:2

La palabra del Señor JeHoVaH vino a él, diciendo:

Dios no lo envió al Jordán, sino a un arroyo que afluía al Jordán (es como ir a trabajar en una congregación bien sencilla…). No era el río principal el que lo sustentaría, sino un arroyo llamado Querit. (1) El lugar del cumplimiento de la profecía — los justos no pueden sufrir con los impíos: “Retírate de aquí”; (2) Dios tiene un lugar reservado para los justos, en tiempos de juicio: “ve hacia el Oriente”; (3) Dios le manda esconderse, tipo de los tiempos de tribulación de los cuales el remanente de Israel y la Iglesia serán librados: “y escóndete junto al arroyo de Querit” (“cortar a la medida”); (4) en el Jordán no estaríamos seguros, aun teniendo agua a disposición: “que está frente al Jordán.” Querit está frente al Jordán, no porque Dios no pueda darnos agua del Jordán, sino para que el Jordán presencie su victoria en la prueba; es como tener victoria en un día de ayuno viviendo al lado de un restaurante cuya chimenea da a tu ventana. ¡No eres tú quien sufre sed: es el Jordán el que te observa, sin que tú lo necesites!

1 Reyes 17:3

“Retírate de aquí, ve hacia el Oriente, y escóndete junto al arroyo de Querit (“cortar a la medida”), que está frente al Jordán.”

(5) Dios le manda beber del arroyo, y no del río: “Beberás del arroyo.” Hay situaciones en las cuales nuestras elecciones se inclinan hacia el Jordán (lo abundante) y no hacia el Querit (lo racionado). Jordán quiere decir “lo que desciende,” y Querit, “cortar a la medida” de Dios; es mejor que el tronco sea transformado en un barco y navegue en el Jordán, que ser llevado sobre sus aguas, descendiendo sin propósito río abajo.

(6) Dios ordenó que los cuervos lo sustentaran: “y ordené a los cuervos que te sustenten allí mismo.” Muchos escritores incrédulos creen que estos cuervos eran integrantes de un grupo de proveedores del desierto. (a) Pero yo creo que eran aves de rapiña, sin duda alguna. Creo que Dios usa mulas, cuervos, leones y palomas para tratar con los profetas. A veces nos preguntamos: “¿por qué esta persona, que no está apta para traernos esta palabra, está aquí?” ¡Son cuervos! Dios usa los cuervos, pues son aves que sobreviven tranquilamente en tiempos de sequía. Creo también que los ángeles de Dios podrían manifestarse de la forma que quisieran; pero, como Elías estaba viviendo por la fe, si un ángel apareciera allí, él ya no actuaría conforme a la fe — y Dios lo sabía. (b) ¿Cuervos trayendo comida? (primera tipología): enseguida imaginamos sus picos llenos de bacterias y sus patas sucias sujetando el alimento… ¿Los especialistas en carroña trayendo alimento fresco a un profeta? ¡Sí, así es! No pueden comer lo que nosotros solemos comer. No son nuestros rivales; son enviados de Dios, y no están interesados en nuestro alimento, sino en obedecer a quien los envió: Dios toma del tesoro del impío para dar en las manos de los justos, y los impíos no se preocupan por ello (solamente nuestros hermanos envidiosos). Algunos cuervos entregan el mensaje, pero no tienen comunión con la mesa; no deben ser aplaudidos. Deben irse, pues son cuervos — tienen otra naturaleza. Dios los envió porque, en tiempo de crisis, generalmente las palomitas son guardadas, así como Dios guardó a Elías. La Palabra de Dios es libre y no se corrompe en las garras del cuervo, sino que hace lo que debe hacer.

1 Reyes 17:4

Beberás del arroyo; y ordené a los cuervos que te sustenten allí mismo.”

(7) Haz conforme a la Palabra de Dios: “Partió e hizo conforme a la palabra del Señor JeHoVaH, y habitó junto al arroyo de Querit, que está frente al Jordán.” ¿En un “arroyo” frente al “río”? ¿Acaso Dios quiere humillarnos, poniéndonos frente al río y manteniéndonos en el arroyo? ¡No! ¡Él quiere dejar al río perplejo, por el modo como viviremos en el arroyo sin necesitar del río! Pues aquello que es verdadero es lo que verdaderamente necesitamos: Dios no siempre nos da lo que queremos, sino lo que necesitamos. (a) (segunda interpretación, teológica) — los cuervos, aquí, representan también el antiguo pacto, así como la palomita, en el NT, representa el nuevo pacto introducido por Cristo. Así como Noé envió el cuervo y no tuvo retorno, el nuevo pacto trajo la señal de una nueva naturaleza en el pico. Elías estaba viviendo bajo el antiguo pacto, y todas las cosas que le suceden muestran la tipología del antiguo pacto. Por ejemplo, el pan y el agua de la mañana hablan del antiguo pacto; el pan y el agua de la tarde hablan del nuevo pacto, del sacrificio vespertino hecho por Cristo.

1 Reyes 17:5

Partió e hizo conforme a la palabra del Señor JeHoVaH, y habitó junto al arroyo de Querit, que está frente al Jordán.

(8) ¿Notaste que el alimento de la mañana y el de la tarde estaban compuestos de elementos vegetal y animal? ¿Percibiste que él comía como un sacerdote en el desierto? ¿Percibiste que los dos alimentos hablaban de los sacrificios matutinos y vespertinos del Templo? ¿Percibiste que él estaba comiendo el alimento ofrecido a Dios, y que Dios compartía con él su comida? ¡Entonces también percibiste que él comía de un tipo de la Cena del Señor! ¿Percibiste que la ofrenda animal y la vegetal debían ser entregadas juntas, a la misma hora? ¿Cómo lo sabían los cuervos? “Y los cuervos le traían pan y carne por la mañana, y también pan y carne por la tarde.” El pan habla de la Palabra de Dios, y la carne, del cuerpo de Cristo — esto es, de la comunión de su cuerpo. El Espíritu Santo se manifestaba en el arroyo: “y él bebía del arroyo.”

1 Reyes 17:6

Y los cuervos le traían pan y carne por la mañana, y también pan y carne por la tarde; y él bebía del arroyo.

(9) El Espíritu Santo, en aquel tiempo, era dado de forma limitada; no podía ser tipificado ni simbolizado por el Jordán. ¡Todo estaba bajo el control de Dios! “Pero, con el paso de los días, se secó el arroyo, porque no llovía sobre la tierra.” El antiguo pacto era un pacto de poca agua, de poca lluvia — un pacto de arroyo, y no de ríos. Solamente en los días de Cristo Él exclamó: “Aquel que cree en mí, como dice la Escritura, ríos de aguas vivas correrán de su interior” (Jn 7:38,39).

1 Reyes 17:7

Pero, con el paso de los días, se secó el arroyo, porque no llovía sobre la tierra.

10 comentários sobre “Elias e os Corvos | Elijah and the Ravens | Elías y los Cuervos

  1. não é o que comentar .sÓ glorificar a Deus por tão amor a nós .trazendo o sr é esta terra .um homem humilde que nos ensina como jesus tocando nossa alma com tão grande ensinamentos maravilhosos e edificantes a nós .lágrimas caem do meu rosto não consigo expressar porque sinto a glória de Deus atravez da sua poderosa palavra sendo revelada e objetiva a nossos corações Deus abençoe o sr Mestre com saúde plena e toda sua amada família com saúde e paz no nome do sr jesus cristo o nazareno amém que ensinamento

  2. Que mensagem para nosso coração, “E fez conforme a Palavra do Senhor”. O segredo é OBDCr. Glorias a Deus por sua vida meu mestre e Pastor.

  3. Que honra que alegria e satisfação de poder sentar ler e viajar pelos tempos na sagrada escrituras e trazer todos os benefícios pra viver e aplicar nos ensinos nos dias atuais pra minha vida e pra toda a amada igreja do senhor que o senhor nosso Deus lhe de muita saúde e força pra continuar nos ensinando a ver as maravilhas de Deus através da palavra pr Zaqueu

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